terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sobreviver


Parada diante do espelho, busco a mulher que morava em mim,
Vejo outra pessoa pela qual tenho pena,
Momentos perdidos como se fosse boneca de luxo esperando o próximo cliente,
Ansiosa esperando o retorno de uma ligação,
Perdida em um tempo que não era mais meu, 
mas sim em um mundo talvez inventado.

Nesse mesmo espelho olhei a pupila que refletia nele,
E lá bem no fundo vi uma mulher pedindo soco
rro,
Gritando desesperadamente por seu resgate.

Arregacei as mangas, soltei os cabelos,
Resolvi tomar as rédeas de minha própria vida,
Galopei durante toda uma noite,
Percorri caminhos guardados em meu coração durante todo o dia.

Preciso viver!
Preciso respirar!
Preciso tirar as algemas que prendem a nada!
Talvez eu seja salva por um Dom Juan desconhecido,
Mas sem contar com a sorte, resolvi quebrar as algemas
E sobreviver sem dor!

Espero voltar nesse mesmo espelho,
E sentir orgulho da mulher que vejo,
Pois a de hoje ainda me dá pena!

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